Haco completa 90 anos com mindset no futuro

O ano era 1928 e os irmãos Max Haufe e Heinrich Carl Conrad, recém-chegados da Alemanha, decidiram iniciar um negócio: uma pequena fábrica de cadarços em Blumenau (SC). Na época, eram apenas 10 funcionários e muita vontade de empreender. Assim surgiu a Haco, cujo nome existe devido à junção de Haufe e Conrad.

Hoje, talvez, quem observa essa indústria nonagerária pouco irá se lembrar do passado. A não ser pelos teares de lançadeiras adquiridos em 1940 e que são preservados em pleno funcionamento até os dias atuais. Recebendo, inclusive, a importante tarefa de tecer produtos de alto valor agregado.

Teares de lançadeira da Haco 

Em uma rápida visita à planta de Blumenau (SC) é possível encontrar maquinário de ponta, motivação e sustentabilidade. Marcas de que a empresa cresceu durante essas nove décadas de existência. De cadarços, o portfólio logo cresceu para etiquetas tecidas e agora são mais de 29 mil tipos de produtos em fabricação. Afinal, além do setor têxtil, o de automobilística, calçadista e moveleiros também são clientes.

Os muros da planta industrial blumenauense não foram capazes de deter a expansão da Haco, que possui unidades em Massaranduba (SC), Criciúma (SC), Farroupilha (RS), Eusébio (CE), Covilhã (Portugal) e um escritório em Hong Kong (China). Presente em 43 países, a indústria iniciou a trajetória de comércio exterior pela Alemanha, que junto com Estados Unidos e Argentina são responsáveis por 60% das exportações da companhia.

Etiqueta da Haco 

Para manter-se sempre à frente no mercado, passa por uma fase de importantes mudanças, como a descentralização do comando, que agora possui um conselho administrativo (acionistas e executivos de mercado) e comitês de gestão; novo posicionamento, saindo de uma visão interna para uma visão externa do negócio; e foco na inovação do seu Portfolio, com mais de 15 linhas de produtos, levando aos seus clientes mais de 500 soluções e 15 lançamentos (produtos inéditos) por coleção.

Com a inovação como pré-requisito, só para o ano de 2018 estão previstos mais de R$ 5 milhões em investimentos, com novas máquinas e renovação de tecnologias. Há também um movimento para a modernização de processos, como a implantação do sistema Lean, sistema de integração entre PCPs e a preparação para a indústria 4.0.

(Com informações da Abit)